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A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
conscientes para atuar como mediadores de leitura.
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Perfil: Deyse Carvalho

Seu coração é maior que o corpo. E quando fala, o abre em dimensões inexplicáveis, enfeitiça. A energia que traz consigo é capaz de prender. E, além de tudo isso, ela ainda é capaz de por óculos nas pessoas, e te faz enxergar um mundo maravilhoso, mais leve e gostoso.

Em seus documentos consta o nome Deyse Carvalho, mas bem que podia se chamar “Alegria”, ou qualquer substantivo que lembre coisas boas. Há menos de um semestre, viu um cartaz do Programa 1 Milhão de Rodas dentro de um ônibus, na região de Santo Amaro. Em suas linhas pode ler que a Fundação Dixtal formava novos voluntários.

“Foi muito engraçado. Eu estava, justamente, pensando em fazer trabalho voluntário e veio bem a calhar”, conta Deyse. Menos de um mês depois, entrou em contato com a Fundação e se inscreveu para a próxima formação de voluntários. “Vi que estava em uma Instituição séria, e que as pessoas ali tinham comprometimento. Senti que era uma entidade interessada em agregar algum valor à sociedade”.

A série de compromissos a impediu de vir na formação agendada. Pediu, então, que entrassem em contato com ela quando houvesse uma nova data. “Achei que ia cair no esquecimento e até anotei que precisava retornar a ligação”, lembra Deyse. Portanto, ficou surpresa quando recebeu um e-mail com uma nova data. E dessa vez conseguiu participar.

O encantamento do primeiro encontro aconteceu assim que pôs os pés no salão lúdico da FD. O tapete com livros, a bancada de almofadas e as múltiplas cores formavam um cenário ideal. “Acho que toda biblioteca devia ser assim”, contou ela. Disse também que quando chegou, esperava instruções sobre como contar uma história. Ficou encantada com o aprofundamento dos temas. “Aprendi muito sobre educação, leitura, desenvolvimento humano”. Esse primeiro momento também a despertou para uma vontade antiga: ser educadora.

Já na Formação seguinte – dois e três – Deyse teve o sentimento de que não ia errar, foi a validação do que ela realmente gostaria de fazer. “Foi uma confirmação de que eu estava no caminho certo”.

A princípio teria uma Roda de EJA, fato que a deixou muito feliz. Uma de suas teorias é que, se realmente queremos um futuro melhor, é preciso voltar o olhar também aos adultos. “Acredito que se você não cuidar dos adultos, o futuro das crianças estará comprometido”, afirma a voluntária. Porém, por uma questão de disponibilidade, foi encaixada em outra Roda, dessa vez com uma oitava série. “Eu achei que não ia dar conta, mas foi muito mais fantástico do que eu esperava”.

Quando fala de seu grupo, o sorriso que se alarga no rosto dá um ideia da imensidão de sentimentos múltiplos que a despertaram. “É melhor que um mundo perfeito”, costuma dizer Deyse. Com medo de sofrer frustração, a mediadora optou por não criar muitas expectativas. E quando chegou percebeu que a relação com o livro era quase nula. Frases como “isto é para enfeitar estante” ou “livro é para queimar” foram ditas. Ainda assim, com todo seu jeito amoroso e calmo, ela os envolveu e foi mudando esse quadro.

Deyse decidiu mudar o ambiente da sala de aula. Mudou a ordem das cadeiras e pôs alguns panos coloridos. O silêncio inicial a deixo assustada, mas com o tempo os participantes foram se abrindo e, o fato de voltarem para a Roda, já era um motivo de alegria. Começou chamando a atenção deles para o que são de fato, um exercício de se olhar.

Um dos momentos mais marcantes para ela foi a escolha do nome da Roda. Ao ir no banheiro, Deyse viu um bichinho verde e perguntou a moça da limpeza o que era. “Uma esperança”, respondeu. A voluntária chamou todos da sala para verem aquele inseto. O nome da Roda? Virou esperança. “O bichinho tem tudo a ver com a gente, porque temos muita esperança”, disse uma participante.

A Roda proporcionou a transformação da vida dela. E dos participantes. “Não sei se vou continuar com o mesmo grupo no próximo ano, mas sei que eles tiveram o que precisaram nesse tempo”.

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