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A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
conscientes para atuar como mediadores de leitura.
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Por dentro das Rodas

A partir desse boletim você conhecerá algumas Rodas bem de perto. Na nossa cobertura vamos revelar momentos marcantes e emocionantes, promovidos pelos voluntários e seus grupos. É uma forma de dividir experiências, compartilhar livros que foram trabalhados e a utilização de atividades de apoio.
Neste mês, vamos acompanhar de perto o trabalho de mediação de quatro voluntários. Confira!

Voluntário: Fábio
Instituição: E.E. Reverendo Jacques D’avila
Participantes: 4º série


O livro de história em quadrinhos, Suriá, a menina do circo, de Laerte, narra a história de uma garota que vive com sua família em um circo. Com base nas histórias da personagem, Fábio propôs que eles, juntos, montassem o grande circo da Roda. Foi um sucesso, visível pelo entusiasmo do voluntário, que já tem um vínculo forte com o grupo, que acompanha desde o começo de 2009. Fábio percebe o quanto sua Roda tem evoluído, principalmente em momentos como esse, quando descobre que eles estão muito mais criando do que reproduzindo.

Voluntário: Michele e Anderson
Instituição: Octales
Participantes: 6º série


Depois de uma breve pesquisa sobre o universo do jornal impresso, os voluntários levaram a proposta da elaboração de um jornal coletivo, com as editorias de preferência de cada um. Proposta aceita e o jornal virou um lindo material que será exposto durante a feira da escola, nos dias 07 e 08 de dezembro. A coordenadora, Cleide, ficou encantada com o trabalho. As editorias criadas foram: esportes, animais da selva, culinária, anúncios de carro e teve até espaço para uma história sobre o fim do mundo. Na capa da edição, um desenho do voluntário Anderson acompanhado da frase: “Cadê os direitos das crianças?” Vale a pena conferir o material.

Voluntário: Felipe e Maristela
Instituição: Biblioteca Belmonte
Participantes: adultos


O aprendizado ampliado por meio da mobilização das dimensões física, racional e emocional. Foi pensando nesse desafio que os voluntários trouxeram a idéia de uma Roda que pudesse despertar, através dos sentidos, lembranças e sentimentos. O olfato foi predominante e conseguiu arrancar as mais diversas sensações. Com aromas de hortelã, tomilho, chocolate e essência de perfume, os participantes recordaram de momentos onde esses cheiros prevaleceram. Em seguida foi a vez de testar a audição, com músicas instrumentais. A ausência de letras e o ritmo vagaroso despertaram a calma e a paz necessária para uma boa conversa interior. Para utilizar o tato, os voluntários optaram por utensílios domésticos, como pregadores, benjamins e panelas. Por se tratar de uma Roda de adultos, esses objetos têm significação especial, pois remete ao trabalho do dia a dia, ao lar e a tudo que está emaranhado com ele. Com a visão, o exercício se torna um pouco mais complicado. Mas Felipe e Maristela mostraram figuras destorcidas, como uma em que um homem entrega uma bexiga a outro e, na própria bexiga em suas mãos, está o formato de sua cabeça. Por fim, usando o quinto e último sentido, o paladar, os participantes puderam experimentar balas e chocolates com sabor fora do convencional. A Roda foi de uma fantasia tão grande que a própria Andréia, funcionária da biblioteca, não conseguiu ficar de fora e entrou para a brincadeira dos sentidos.

Voluntario: Daniela
Instituição: Craf – Centro de Referência Ação Família
Participantes: adultos educadores

A importância de saber ouvir o outro, da escuta, foi o tema de uma Roda emocionante. Logo no início, para despertar o clima, foi instituído o uso de uma bolinha como “microfone”. Apenas quem estivesse com ela podia falar. Foi uma preparação para o que veio na sequência. A proposta foi de que cada um ficasse por um momento apenas como ouvinte. Embora seja um exercício complexo e “difícil”, como disseram os participantes, os depoimentos colhidos da vivência foram maravilhosos. “Ao ouvir, nós refletimos o outro”, disse um deles. “Quem tem facilidade (de ouvir), compreende mais”, considerou outro participante. O clímax se deu quando todos entraram de tal forma na atividade, que o término deixou aquela vontade de quero mais. “O tempo não foi suficiente”, reclamou alguém. A descoberta foi tamanha que muitos voltaram à infância durante o exercício, que explodiu uma reflexão sobre a proporção do falar e ouvir.

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