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A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
conscientes para atuar como mediadores de leitura.
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Uma explosão de alegria

A maior parte de voluntários que chegam até a Fundação Dixtal vem por indicação de amigos, parentes, conhecidos, dentre outros. Ou seja, o grande canal de divulgação do Programa 1 Milhão de Rodas continua sendo o boca a boca. E não foi diferente com Patrícia Mansini, que já atua nas Rodas há um ano.

“Foi amor a primeira vista. Somando minha experiência de educadora e a vontade de fazer mais pelo próximo, atuar nas Rodas foi a escolha perfeita”, contou Patrícia, com a voz cheia de entusiasmo. Durante a infância já possuía uma vocação para o voluntariado, mas sempre quis participar de uma ação estruturada. “Para mim foi uma grande descoberta o trabalho da Fundação Dixtal e a seriedade do Programa 1 Milhão de Rodas”.

Na participação do processo de Formação, Patrícia descobriu mais coisas. “Eu imaginava que bastava ter boa vontade, mas é fundamental conhecer os conceitos de leitura e aprendizado para uma atuação mais eficaz para si e para o outro”, avalia.

Em 2009, Patrícia foi mediadora de um grupo de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e adorou a experiência. A adaptação “foi um processo natural. Porque eu gosto de gente e, com isso, se torna mais fácil entender que cada um tem seu ritmo, seus altos e baixos”.

Com essa turma, um momento foi bem marcante para a voluntária. Um dos integrantes não conseguia decodificar e dizia “odiar ler”. Após algumas Rodas, ele esperava ansioso o seu momento de leitura. “E quando conseguiu, não só decodificou, mas leu com o coração e sorriso nos olhos”, lembra emocionada e conta que essa é uma das cenas inesquecíveis da sua vida.

Um dos desafios para quem atua em Rodas de EJA é trabalhar a diversidade da faixa etária e, portanto, os múltiplos interesses que levam essas pessoas a voltarem à escola. “Percebi que o desafio estava lançado e precisava trabalhar os temas dentro de um universo muito mais amplo”, diz Patricia. Seu trabalho foi sempre focado em exaltar o que havia de mais rico na Roda: a heterogeneidade.

E foi assim que ela, junto com as voluntária Ricarda Goldoni e Maria Helena Ribeiro, trabalhou o livro Lampião e Maria Bonita. A idéia era explorar as raízes dos participantes e, para isso, utilizou mapas do Brasil ampliados, para que cada um localizasse seu estado de origem. “Foi um momento bem gostoso e descontraído, que juntou conhecimento, emoções e trocas”. E, claro, não podia faltar alegria, presença constante em seus encontros.

Esse ano Patrícia irá retomar as atividades junto à Fundação Dixtal, mas não com o mesmo grupo. “Entendo que os ciclos não podem ser fechados. Trocar de mediador pode ser uma experiência ótima para eles, de desenvolvimento e desafio, bem como para mim”.

E há, essencialmente, um forte motivo para que ela prossiga suas atividades: “Não tenho dúvida que sou uma pessoa melhor hoje. Nós sempre estamos em transformação e quando temos trocas positivas, verdadeiras, melhoramos como seres humanos”.

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