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A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
conscientes para atuar como mediadores de leitura.
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Um sentimento motivador


por Wilson Santana

Eu acredito, mas acredito mesmo. É possível fazer um mundo melhor. E foi com esse sentimento que, alguns anos atrás, saí a procura de uma instituição onde eu pudesse realizar algum trabalho voluntário.

Queria fazer qualquer coisa, não estava escolhendo, só me sentia na obrigação de colaborar e fazer minha parte. Eu achava que fazer um trabalho voluntário era uma forma de fazer meu sentimento e minhas ações seguirem na mesma direção.

Era final de 2006, eu estava procurando na internet por uma instituição que precisava de voluntário, foi quando encontrei a Fundação Dixtal – Brasil Campeão. O que mais me chamou a atenção foi o “Brasil Campeão”, naquele momento pensei: encontrei o lugar certo para mim! Afinal qualquer atividade que proporcionasse um Brasil melhor estaria convergindo com meu pensamento.

No mesmo ano fiz meu primeiro contato com a Fundação, fui informado que as formações começariam apenas no inicio de 2007 e que iriam entrar em contato comigo.

Fiquei aguardando, mas confesso, sem muito entusiasmo. Porque queria começar imediatamente, e achei que não entrariam em contato.

Enganei-me. Era 28 de fevereiro de 2007, uma quarta-feira. E eu estava lá! Na sede da Fundação Dixtal, realizando minha primeira formação. De onde sai pronto para ser um mediador de roda de leitura do “Programa 1 Milhão de Rodas”.

Já adiantando o final da história digo, foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida, ter me unido a equipe da Fundação.

O coração parecia que ia sair pela boca, as pernas tremiam e eu suava como se tivesse acabado de correr em uma maratona. Era o dia da minha primeira roda.

Nessa roda só participava meninas, com idade entre 11 e 12 anos, todas curiosas para saber qual a novidade que eu trazia. Naquele momento minha maior alegria era pensar que eu estava colaborando para um país melhor, um “Brasil Campeão”.

Procurava aplicar toda metodologia aprendida na formação de voluntário, porque além de ler textos, livros e levar um momento de descontração para aquelas crianças, eu tinha muito claro na minha mente, o meu principal objetivo era contribuir para a formação de cidadãos melhores, com capacidade de identificar as dificuldades da vida e intervir de forma adequada, a fim de conquistar um futuro melhor.

E as rodas foram acontecendo, a cada semana os participantes eram mais exigentes em relação às atividades propostas, aos textos que utilizávamos e mais críticos em nossas conversas sobre o livro ou texto utilizado.

Passou o primeiro semestre e veio o segundo, eu sempre refletindo sobre minha função de mediador, se estava suprindo minha necessidade de colaborar com os participantes da roda, a ponto de lhes oferecer condições de melhorar o próprio futuro.

Isso começou a ficar mais claro durante o segundo semestre, já era muito visível a evolução no conhecimento e na capacidade de intervenção dos participantes, visando o bem-estar da roda. As crianças começaram a trazer novas propostas para nossos encontros, um trazia uma brincadeira, outro uma dinâmica, outro uma musica, outro um livro e por ai vai.

Assim notei que estava alcançando meu objetivo inicial. A criançada já estava fazendo uso de seus conhecimentos para que nossos encontros ficassem cada vez mais agradáveis. E assim as rodas foram girando.

A essa altura eu já tinha identificado outro grande benefício que o trabalho voluntário é capaz de proporcionar. O crescimento pessoal do voluntário.

Como já disse, quando decidi estar junto com outras pessoas para lhes proporcionar um momento de alegria e troca de conhecimentos, a fim de caminharmos juntos para um futuro melhor. Eu tinha a convicção de que era para o bem dos outros. Para mim restava saber que eu acreditava em um mundo melhor e estava fazendo minha parte. Podia deitar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado. Hoje sei, esse é um pensamento muito pequeno.

Não demorou muito para eu sentir que o carinho e atenção recebidos dos participantes das Rodas, das instituições parceiras e da equipe da Fundação Dixtal faz com que o voluntário se sinta uma pessoa iluminada.

E não para por aí, além desse sentimento gostoso, que é o de se sentir querido pelos participantes e pela Fundação, ainda tem o crescimento intelectual, e esse fenômeno acontece a cada encontro na roda, nas formações ou encontros de voluntários, na leitura de um texto para preparar o plano de roda e até mesmo num bate-papo descontraído com um amigo. Basta a gente falar que faz um trabalho voluntário que lá vem uma grande variedade de ideias que o amigo sugere que seria legal utilizar nas rodas. E eu procuro assimilar todas, afinal essas ideias fazem parte do meu crescimento pessoal, e geralmente são inseridas nas rodas e funcionam muito bem.

Existe ainda outro sentimento relacionado a evolução do voluntário, mas que é difícil expressar em palavras, pois faz parte da emoção de se sentir um membro de um grupo de pessoas que acreditam e trabalham para fazer um mundo melhor, um “Brasil Campeão”.

Com o passar dos anos me senti cada vez mais ligado a proposta da Fundação. Essa ligação foi se tornando cada vez mais verdadeira, não era apenas o nome “Brasil Campeão” que me atraía e sim todo conteúdo que nosso trabalho envolvia. Acredito que isso se deve a algumas mudanças na minha forma de pensar e de agir e também por causa de algumas alterações na metodologia do “Programa Um Milhão de Rodas”. Essas alterações vieram, sem dúvida, da experiência que a equipe foi adquirindo ao longo dos anos. E isso é apenas uma das coisas boas que me prende a Fundação. Gosto de fazer parte de um grupo que busca a troca de conhecimento como principal combustível para a evolução do próprio desenvolvimento.

A cada ano vejo o programa se expandir, novas instituições fazendo parceria com a Fundação Dixtal, novos voluntários chegando e mais rodas girando. E eu me sinto orgulhoso em fazer parte dessa história. Fico feliz em poder colaborar.

Wilson Santana

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