institucional
programa 1 milão de rodas
voluntários
notícias
agenda de eventos
parceiros
links de interesse
contato


A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
conscientes para atuar como mediadores de leitura.
Saiba mais >>


A Arte de Fazer Juntos

por Andrea Lujan

No dia a dia da Fundação Dixtal, o fazer juntos é o caminho escolhido para a realização de todos os nossos projetos. É um caminho desafiador e complexo, que exige capacidade para estabelecer diálogos transparentes com todas as instituições envolvidas, são alianças intersetoriais que necessitam de um olhar minucioso para suas especificidades, respeitando e adequando o relacionamento ao ritmo de cada um e alinhamento as expectativas para garantir o envolvimento, comprometimento de todos e a sustentabilidade das ações. Mas acima de tudo, fazer juntos nos proporciona prazer de compartilhar, processos, recursos, aprendizados, olhares diversos resultando em uma sinergia e crescimento para todos.

Para participar dessa Rede é necessário levar apenas uma mala, pode ser de qualquer tamanho, nela enchemos com as nossas experiências, sonhos, expectativas, comprometimento, respeito e sentimentos. Pronto! É só embarcar com a turma e começar a caminhada!

Esse grande encontro de universos diferentes tem nos ensinado que mais do que compartilhar experiências, nossa rede tem a intenção de ser complementar aos sonhos em prol do desenvolvimento individual e coletivo.

Durante toda a construção de mais de 10 anos de Fundação, a cultura da colaboração, sempre foi um princípio dos relacionamentos, principalmente na área das Alianças Estratégicas que hoje segue a tendência das parcerias inter setoriais.

Não precisamos nos ater muito a questão da interdependência das pessoas, que todos nós estamos conectados, a globalização vem esgotando essa discussão vencendo as barreiras geográficas e mostrando que pessoas diretas ou indiretamente interferem na vida do outro, haja visto nossos problemas com o meio ambiente. Ampliando ainda mais a lente da interferência e interdependência, os setores primeiro (Estado), segundo (Iniciativa Privada) e Terceiro (Organizações Sociais), apresentam suas especificidades e objetivos diferentes, porém tem um ponto de convergência, o público final de suas ações, a sociedade, sem entramos no mérito da possível distinção tal como divisão de classes, pois o que propomos é um olhar final - pessoas. Essa convergência é o elo de ligação entre os setores que hoje representam as forças motrizes de nossa ordem econômica e social, cada um como seu papel, não vem ao caso entrarmos no mérito e analisarmos positivamente ou negativamente suas atuações, mas antes enxergarmos o inevitável diálogo que deva existir entre eles, diálogo esse que se torna vital as três esferas. Imaginem que uma empresa acaba de criar uma ferramenta para qualquer cidadão cortar facilmente árvores e galhos que atrapalham sua moradia, paralelo a essa comercialização o governo decreta uma Lei que autoriza apenas as prefeituras para corte de árvores e galhos mediante a análise, em outra esfera uma organização social infla seus pulmões em prol da natureza, das praças arborizadas nas cidades, dá para imaginar tamanha confusão que se criou? Esse cenário não é inexistente, mas tem sido cada vez mais incomum, uma empresa que presa pela sua perenidade precisa dominar ás legislações não apenas do seu setor, mas de outros que minimamente tem uma ligação com o seu produto/ serviço, bem como acompanhar o movimento da sociedade e de suas organizações.

Existe uma vasta discussão a respeito o papel das organizações sociais, há definições e criticas mil, todas carregam suas verdades, mas a questão é que esse setor existe e é necessário. O setor se propõe a trabalhar com pessoas, animais e ambientes que estão à margem dos olhares do mundo, excluídos, explorados, privados de seus direitos e do exercício de “existir”. A própria existência do setor é o resultado do trabalho dos demais setores.

O exercício de interdependência pode se aplicar em todos os setores, a crise econômica mundial atingiu principalmente o setor privado, porém o setor público teve que pagar a conta dos grandes bancos e das grandes empresas que beiravam desaparecer, logo o investimento ás causas sociais também entraram na dança, tiveram cortes orçamentários, essa é apenas uma ilustração a respeito da conectividade que se tornou vital entre as organizações.

Visto essa interdependência a Fundação entende que esse movimento deva ser favorecido e otimizado em suas relações, para isso propõe como exercício de colaboração, o olhar respeitoso e estratégico sobre os três setores, compreendendo as nuanças e trabalhando de maneira sinérgica, potencializando a força individual, conhecimentos individuais de maneira coletiva, abrindo espaço para o diálogo, flexibilizando as ações, respeitando o funcionamento de cada instituição, inclusive o melhor canal de comunicação a ser estabelecido nas relações, compartilhando a responsabilidade das soluções frente às dificuldades, envolvendo o corpo de funcionários ao menos para conhecimento do trabalho que será desenvolvido e principalmente, compartilhar a causa, construindo de maneira participativa os papéis de cada organização e a suma importância da participação de todos na melhoria contínua dos processos.

A complexidade desses relacionamentos é desafiadora, a instalação de uma cultura colaborativa começa no “eu” de cada um, trazendo a consciência da inteireza e re-ligação rumo à essência do trabalho com a Comum-Unidade. Semestre após semestre aprendemos coisas novas e experimentamos com o “outro” a beleza diferenciada do “fazer juntos”, pois os esforços são compartilhados e plausíveis. Ainda há um muito que percorrer, mas juntos podemos construir um mundo onde todos podem “VenSer” .

“Se examinarmos o registro evolucionário, é a cooperação que cresce com o tempo. Ela se expande a partir do reconhecimento fundamental de que um indivíduo não pode existir sem outros, que é apenas relacionando-se que os seres podem ser eles próprios em toda a sua plenitude.” WHEATLEY, M. e KELLNER-ROGERS, M. - O Paradoxo e a promessa de comunidade IN Hesselbein, F. et al. - A Comunidade do Futuro: idéias para uma nova comunidade. São Paulo : Futura, 1998. (p. 23).

Nosso trabalho jamais seria possível sem o outro!

Conheça nossa Rede de Relacionamentos

Rua Geraldo Fraga de Oliveira, 624/628 | Jd. S. Luis - São Paulo - SP | CEP 05843-000 | Fone: 11 5852-5452