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A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
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Uma tarde de colaboração

Reencontro. Sorrisos. Abraços. Juntos. Essas são algumas das palavras que estavam na base do Encontro de Voluntários, que aconteceu no dia 29 de maio, na Fundação Dixtal. Eram voluntários que participam do Programa 1 Milhão de Rodas há um, dois, quatro anos. Era impossível não sentir a alegria que invadiu o ambiente.


Para começar, um exercício de escuta. Espalhados pelo salão lúdico, um grupo de voluntários, sentados e de olhos fechados, aguardava pela entrada surpresa do outro grupo, que estava do lado de fora. Em silêncio, andando nas pontas dos pés, um a um eles adentraram pelo salão com folhas brancas. Nelas, alguns versos apareciam em preto.


Ao fim da atividade, sentados em formato de círculo, eles comentaram a experiência. “Foi ótimo deixar o corpo parar para ouvir, uma experiência maravilhosa”, disse Eliete Viana, voluntária que atua com um grupo de 2º série. “Eu gostei mais de ouvir que de falar”, completou.


O objetivo do encontro é promover uma discussão e, por consquência, uma troca entre os voluntários. A experiência dos mais antigos era complementar a curiosidade dos mais novos, enriquecendo assim o debate e as informações.


Depois desse aquecimento exercitando a oralidade, foi a vez de uma apresentação com apenas uma palavra. Um por vez, eles gritaram uma palavra que definia um pouco de quem eram. Patrícia Mansini usou “felicidade”. Wilson Santana escolheu “esperança”. O exercício de gritar e de se refletir em apenas um substantivo tinha o objetivo de mostrar uma parte de si para os outros, deixá-los saber aquilo que se quer que saibam.


Em seguida, foi o momento de compartilhar os objetivos, expectativas e frustrações na construção da Roda. Dessa vez, uma única palavra não era o suficiente para definir nenhum dos itens. Do pequeno pedaço de papel entregue para a escrita, foi usado o verso. “Eu quero que eles aprendam a se ver no outro”, afirmou Suzy, contando sobre a agitação da turma de 5º série em que é mediadora.


No cartaz branco, Jenyffer Nascimento escrevia as frases, montando um mural na parede. Mas, além desse registro, o senso de grupo era tão forte que um tentava amenizar as frustrações do outro, mostrando caminhos, dando dicas de como trabalhar. Se há erros, não é preciso cometer a todos sozinhos, é possível aprender com o de quem está ao lado.


O quadro de expectativas, frustrações e objetivos da Roda mostrou um panorama geral do trabalho construído ao longo dos encontros. Com mais ou menos palavras, com termos diferentes, viu-se que os voluntários compartilham de sentimentos parecidos com relação ao trabalho e que a solução que um busca, o outro pode trazer.


E todo o encontro foi perpassado por essa construção coletiva, assim como a missão da Fundação Dixtal, de estimular “relacionamentos colaborativos”. Uma tarde diferente para todos os presentes, que terminou com uma dança circular, mostrando a dependência de quem está ao lado.

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