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Literatura é a pauta de Julho

Encontro com autor e idealizador da Cooperifa aconteceu em ritmo de festa junina


Idealizador do Sarau da Cooperifa, movimento literário que já atua faz nove anos na zona sul de São Paulo, apaixonado por literatura e eterno sonhador, o escritor Sérgio Vaz esteve presente no Arraiá Literário da Fundação Dixtal, no dia 23. O intuito era bater um papo sobre a construção da Cooperifa e a trajetória do próprio poeta, enquanto transformador de uma realidade.


Vaz, com voz ritmada de uma entonação alegre, conseguia transmitir energia a todos os presentes no encontro. O clima era de troca, não de um dar e receber condicionados, mas de um fluxo natural. Contou como era ser menino de periferia nos anos 1980 e do sonho de ser jogador de futebol. “Esse eu ainda não deixei, afinal, sonho não envelhece”, disse o poeta. E contou também que desde menino era devorador de livros.

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“O problema é que eu não tinha com quem compartilhar minhas impressões sobre a leitura, porque meus amigos não gostavam de ler”. Problema que o motivou a rabiscar os primeiros poemas. Logo veio a idéia de editá-los em livro e nasceu sua primeira obra. Entre risos, contou que, por não ter noção de como se fazia um lançamento, preparou frango assado com salada de maionese para o evento.


E sua trajetória foi se expandindo. De reuniões semanais em um bar de Taboão da Serra a uma Semana de Arte (a exemplo da Semana de 1922) em uma fábrica abandonada. A paixão pela literatura e a crença em seu poder cresceram tanto que desembocaram na Cooperifa. Não é possível separar a história de Sergio Vaz da história do Sarau. Sua vida alimenta com freqüência o movimento e o inverso. São indissociáveis.


O escritor se considera muito vaidoso e diz que não tem intenção “de salvar o mundo”. Completa que, a mudança que promove no bairro é “porque eu moro lá”. Além disso, também se diz uma pessoa invejosa. “Eu vejo uma biblioteca diferente no centro e penso: ‘por que não temos isso no bairro?’”. E é da indagação que surgem novas idéias, implementadas posteriormente no Sarau, como a idéia do Prêmio Cooperifa, que foi baseada em Gramado.


Questionado sobre de onde parte a motivação para sua atuação, Sergio Vaz responde que é o amor é muito mais responsável do que o ódio. “Amor por esse lugar, pela periferia, pelo povo que a constrói”. Mas gosta de lembrar que a raiva também é parte desse cenário. “Tenho raiva de ver uma favela, um esgoto. Por que a gente não muda isso?”, responde devolvendo a pergunta.


Em sua fala, o poeta faz questão de mostrar o bom leitor que é. Cita diversas vezes grandes pensadores para ilustrar (ou destruir) opiniões e ou pensamentos comuns. Um deles é do poeta Paulo Leminski: Distraídos Venceremos. Vaz ainda brinca com a frase: Distraídos (eles) venceremos (nós). E conta como a Cooperifa age para estimular a leitura na comunidade, sempre partindo do interesse primeiro do leitor para uma complexificação gradual.


De pé, assim como faz no Sarau todas as quartas, Sergio Vaz abre seu livro e recita uma de suas poesias preferidas: Porém, de autoria própria. O gingado do poema, o suor da luta, a grandeza do gesto. Sergio ganha força com a escrita de suas linhas e a poesia ganha a voz e o ritmo de quem a escreveu. Sergio Vaz recita poesia para a equipe da Fundação Dixtal
























Leia Porém, de Sergio Vaz

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