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A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
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Danças Circulares

No espaço não havia cadeiras, nem tapete ou almofadas. Nada que pudesse ser utilizado para sentar-se ou que induzisse a ficar parado. O lugar foi preparado para o movimento. Os presentes se dividiam entre voluntários, alguns parceiros e pessoas da comunidade (uma das principais vertentes da Maratona de Férias é promover essa aproximação).

E, para iniciarmos, não podia ser algo diferente de dançar. O encontro começa com uma dança lenta, mas com movimentos rápidos. Eram quatro passos para a direita e, depois, de mãos dadas, balançava o corpo para a direita e para a esquerda. Nas danças circulares, quando um erra o outro o ajuda a consertar o erro para que a Roda fique harmônica. O senso de comunidade é trabalho de maneira subliminar.

“Era uma vez uma garotinha que desejava nada mais do que tocar as estrelas do céu”, começou Daniela Ferraz, responsável pela Oficina de Danças Circulares. Os corpos silenciavam para ouvir sua voz e descobrir como faria para alcançar os céus. E com esse pensamento, as oficineiras inseriram uma nova dança. “Vamos imaginar que estamos subindo aos céus para buscar estrelas”, falou Eliane Ueda, que dividia a coordenação do trabalho com Daniela.

E conforme a história ganhava corpo, as danças ganhavam o salão e os pés giravam e exploravam o espaço. Com passos longos ou curtos, de mãos dadas ou separadas. Cada ritmo trazia uma nova possibilidade de dançar, de olhar o outro, de entender a história. “É bem difícil, pois requer muita atenção”, afirmou Maria Julia, voluntária do Programa 1 Milhão de Rodas.

Quando a história deu uma abertura para que os participantes trouxessem hipóteses sobre o desdobramento, todos já tinham construído diferentes finais em sua memória. “Eu acho que ela podia subir até as nuvens montada em um unicórnio”, sugeriu Eduarda Cordal. Alternativas como “uma escada até o céu”, “subir de balão” ou “pedir ajuda as fadinhas da história” foram apresentadas e despertaram altas gargalhadas.

No fim da história, ao acordar em sua cama, a personagem percebe uma poeirinha brilhante em sua mão. No salão da Fundação Dixtal um porção de glitter ganhou o ar e foi caindo no chão deixando o olhar iluminado. E para comemorar uma dança alegre, com pulos e piruetas, e direito de correr livremente pelo salão de acordo com seu ritmo.

A estudante de Pedagogia Fabíula Menezes participou da Oficina de Origamis e voltou para a de Danças Circulares. “Com certeza eu vou utilizar em diversas atividades”, afirmou. Já para Roberta Cordal, a Oficina ajudou a “desmistificar que dançar não é para qualquer um”. Ela é professora de balé e já está acostumada com essa afirmação.

No final do encontro, reunidos em círculo, um exercício de respiração para levar embora a energia do dia. “Cada roda é uma novidade, por que ela gira com quem está lá – e as pessoas não estão sempre iguais”, disse Daniela Ferraz. “Saio hoje com um cansaço bom, de realização. Fazer a oficina é sempre muito rico de aprendizagem, tanto emocional quanto técnica”, finalizou Eliane.

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