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História Oral e Memória

Sentados em formato de círculo, aproximadamente 30 pessoas ouviam Ricardo Santhiago, formado em jornalismo, falar sobre a construção da História Oral ao longo do tempo. E é do ato de ouvir o outro, dessa escuta atenciosa e curiosa, que a oralidade se sustenta e consegue construir as histórias que atravessam o tempo e o espaço. “O diálogo é o ponto de discussão mais comum na área”, afirmou o palestrante, que está produzindo um doutorado em História Social com a temática.

Santhiago conta que nunca recebeu um não para um pedido de entrevista. “Isso só mostra o quanto às pessoas gostam de ser ouvidas, de contar a sua história”. E a fala traz em si muitas vantagens. Além da inclusão, por seu domínio ser mais simples que o da escrita, a conversa traz uma proximidade maior entre os envolvidos, o relacionamento é conseqüência desse contato. “Na oralidade eu dependo do outro. Então, além de receber, eu também preciso dar algo ao outro”, comentou o jornalista e historiador.

Com sua fala, Santhiago explica que a História Oral começa a ganhar maior destaque no momento pós-guerra, pois se cria a necessidade de ouvir as experiências que os outros passaram. Essa escuta tem finalidades diferentes: aparecem em forma de relatos, para alcançar as gerações futuras (tornam-se livros ou publicações em geral) ou para estudar o contexto de determinados comportamentos e buscar respostas para estes na própria história.

Mostrando timidez na fala, o palestrante abriu o momento para que os outros também falassem. Nesse momento ouve-se o que cada um buscava, porque estavam reunidos ali. “Eu tenho curiosidade de saber como utilizar a História Oral com meus alunos, dentro da sala de aula”, perguntou Maria do Socorro, coordenadora pedagógica da EMEF Sparapan. Era perceptível que essa era uma dúvida compartilhada por outros, que balançavam a cabeça e esperavam com atenção pela resposta. “Por que não montar um painel com a história das crianças e preparar uma exposição em uma sala diferente? As informações devem ser obtidas por meio da conversa”, explicou. E emenda: “A história oral se faz de forma premedita. E trabalhar a oralidade é válido por si só, pois mostra que a construção da história é feita por nós”.

Ao final do bate-papo, Santhiago ainda ilustrou algumas técnicas de entrevista para facilitar a captação de informações por via oral. “Achei que a palestra foi muito rica”, comentou Veronice Rocha. Já Tânia Santos pretende ir além da palestra: “Nossa, me deu vontade até de sair pesquisando para fazer um pouquinho do que ele passou para gente. Gostei muito da parte da curiosidade que ele disse que a gente tem que ter para conhecer mais a fundo, porque se você não tem curiosidade para perguntar, por mais que as pessoas tenham coisas para te dizer, você não vai saber, não tem jeito". E Michele Assim afirma que levará o aprendizado para a vida: “Eu saio daqui aprendendo ouvir mais as pessoas”.

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