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A Fundação BRASILCAMPEÃO seleciona e prepara pessoas apaixonadas e
conscientes para atuar como mediadores de leitura.
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Momento de Amadurecimento Natural


Dia 23 de outubro, sábado, foi dia de receber voluntários em casa. A parede do salão lúdico deixou de ser monocolor. Nela folhas brancas, amarelas, rosa e azul apareciam com palavras estampadas. Afetiva, motivacional, recompensadora, agitada e indisciplinada foram alguns dos adjetivos que estavam lá. Sentados, as duas dúzias de voluntários observavam aquele aglomerado de letras, ainda sem saber ao certo em que poderiam utilizá-las.


Na abertura, feita pela coordenadora geral da Fundação Dixtal, Eliane Álvares, a apresentação do Projeto Intensivo Jr., voltado para a transição dos alunos da 4º para a 5º série. Os presentes se mostraram interessados no projeto, elogiaram o trabalho e deram idéias e dicas para melhorar o processo já em andamento.


“Como é bom ver a casa cheia”, disse Jenyffer Nascimento, coordenadora da área de Relacionamento ao propor a dinâmica de grupo que conduziria o encontro: “Pense em sua Roda e escolha a palavra que mais se identifica com ela”. O exercício previa que eles se levantassem até a parede e retirassem a folha, segurando-a consigo.


E assim aconteceu. Devagar as folhas iam sumindo da parede e paravam entre as mãos. Miriam inaugurou a dinâmica falando de sua experiência com Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Criamos uma abertura boa, eu já sei o nome de cada um deles, faço questão de comer com eles a mesa. São eles que escolhem a direção que a mediação vai tomar”, contou, definindo o grupo como Divertido.


A dupla Silvana e Maria Helena, que também atua com EJA, usou as palavras
Reflexiva e Aprendizado para definir a Roda. Trabalham em dupla e enxergam nos encontros uma possibilidade de aprendizado. “Eles utilizam muitos elementos do presente, do agora. Não dá, por exemplo, para deixar um livro sem terminar no dia”, contou Maria Helena. Conforme contavam das características dos participantes, todos com mais de 40 anos, o grupo percebia semelhanças com os grupos mais novinhos, como quando contou que os que lêem melhor não tinham paciência de esperar quem lê devagar.


O posicionamento do grupo mediante situações de conflito foi o ponto que mais chamou a atenção. Toda vez que uma aflição era posta na Roda, como quando Maria Aparecida contou que os participantes de sua turma de 4º série não param, o grupo se manifestava e sugeria soluções em conjunto. Wilson Santana, voluntário há quatro anos na FD, propôs uma atividade para gastar energia das crianças e que fosse vinculado ao livro de em utilização.


O grupo está mais maduro, os sinais são claros. Já não esperam mais a manifestação da equipe com soluções, mas eles próprios colocam dicas do trabalho e da experiência que foram obtendo ao longo do Programa 1 Milhão de Rodas. Incentivam-se uns aos outros, parabenizam os ganhos, sabem que o processo depende da coletividade.


Mais que isso. É visível que agora já conseguem ver na prática os benefícios que a medição de Rodas traz para cada um. E esse ganho está implícito no discurso de cada um, na forma como enxergam a finalidade de estarem nas Rodas. “Eu aprendo muito a cada dia que me encontro com eles”, disse Agnaldo, estudante de pedagogia e voluntário no Programa Escola da Família (escolas estaduais).


E sem a melhoria pessoal não há melhoria ou continuidade do Programa. Afinal, o que sustenta e alavanca as ações que desencadeiam nas Rodas é o constante aperfeiçoamento de todos os procedimentos. E é essencial que tudo isso seja divertido! E, se depender desse time, alegria é o que não vai faltar.

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